Desenho: Amanda

Tu pode ler ouvindo essa música.

A lacuna das tuas palavras me consome
Apesar da afirmação que se fez existente nas entrelinhas
Já as minhas palavras nunca serão suficientes
Pra explicar tudo que eu observo&sinto
Ao perceber que quase não ouço mais a tua voz
Não sinto mais o teu cheiro
Um conhecido conforto que classifiquei como estranhamente apto a me fazer falhar
Acordo no meio de um sonho em que se faz presença
E cuspo que gostaria que você pudesse se ver como eu te vejo
Me pergunto se essa é uma visão turva ou real
Mesmo acreditando que nunca veremos os outros em sua totalidade
Como vou sair de uma perdição que eu mesma assumo a responsabilidade?
A comunicação é fraca e as leis da física não se aplicam
Pra representar tudo que eu penso ao ver o teu sorriso
E quando olho nos teus olhos cansados
É quando me vejo em um lugar onde não encontro entradas
Só encontro saídas que utilizo no mesmo ritmo que você
Ao expulsar algo ou alguém da tua morada privativa
Não vou voltar atrás em tudo pela impossibilidade do espaço e tempo
Talvez eu estivesse esperando uma simples combinação de vogais e consoantes com um sentido
“Eu sinto”
Ao invés disso, existe apenas um vazio na distância entre você e eu
A evitação nunca foi a solução
Mas continuo esbarrando na sensação de proximidade que já existiu
E na minha mania de escancaração e transparência de afetos
Enchendo a cabeça de noias e nós
Mantendo a sanidade com grandes doses diárias de realidade
Afinal, são sentimentos só

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: