A fuga

Olá…

Dessa vez parei para pensar em como as coisas estão indo… É amedrontador.

Se eu fosse avaliar como as coisas estão indo eu diria “Muito bem!” mas, sempre que eu paro para procurar minha felicidade nisso tudo e não a encontro sei que algo está errado.

Meu mundo se dividiu em várias partes. Tenho raiva de cada uma delas.
Vejo cada parte se quebrando cada vez mais e queimando aos poucos.
“Me desculpem por não conseguir dar conta de cada uma de vocês como deveria”. Jazem aos poucos ao som de uma canção triste.

Hello darkness, my old friend
I’ve come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains within the sound of silence – Simon & Garfunkel

Eu sei que esse problema é mais meu do que do resto. Só não sei como lidar.

Estou – até mesmo – sem a opção de fugir. Para onde iria? Talvez eu só esteja procurando fugir de mim mesma.

Muita gente acha que sabe quem eu sou, mas sequer me conhece. Não sabem nada sobre mim.

A verdade é que eu preciso ficar sozinha…
Rodeada de gente, talvez, mas sem ter de retribuir olhares. Ficar imune ao contexto.

O tempo parece ir, enfim, devagar. Queria poder agradecê-lo por isso.

Não espero – mas vou – encontrar alguém conhecido hoje. Agonia.

A gente insiste em amar quem está longe, mas, sabe por quê?
Porque ninguém mais ama de verdade.
É o que eu acho.
Eu prometo tentar esquecer, mas não posso jurar que vou.

Como disse antes: É amedrontador!

Cansei. Acho que desacreditei do amor.
Prefiro ver o mundo ruir.
Vou embora daqui, para um abismo de mim.

Já que não dá para fugir de mim mesma, vou fugir desse lugar.

Tema: Baskerville 2 por Anders Noren

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